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“A Janela Ainda Existe”: apresentação do projeto fotográfico e conversa

a janela ainda existe_IIC 23 set

Apresentação do projeto fotográfico “A Janela Ainda Existe”, realizado por Matteo Losurdo, sobre e com as Repúblicas de Coimbra, e conversa “Direito à habitação: das Repúblicas de Coimbra à crise habitacional em Itália e Portugal”.

O encontro tem como objetivo aprofundar os temas propostos no projeto, através de vozes transdisciplinares que integram a investigação fotográfica, e dar a conhecer a vida destas casas — modelos de resistência aos processos de gentrificação, turistificação e esvaziamento dos centros urbanos. O projeto de investigação é apoiado pelo programa Strategia Fotografia 2025, promovido pela Direção-Geral da Criatividade Contemporânea do Ministério da Cultura italiano.

Intervêm:

Matteo Losurdo, fotógrafo e autor do projeto “A Janela Ainda Existe”
Sara Folhas
, artista e investigadora em antropologia
Simone Tulumello, investigador e docente de geografia humana na Universidade de Lisboa
Jorge Vaz, investigador em antropologia na Universidade de Coimbra

Terça-feira, 23 de setembro de 2026, às 18h30

Istituto Italiano di Cultura di Lisbona
Av. Infante Santo, 43 – 2º – Lisboa

Lotação limitada. Reserva obrigatória para o e-mail: iiclisbona.reservas@esteri.it

 

Matteo Losurdo (Milão, 1992) é licenciado em Arquitetura pelo Politécnico de Milão, onde apresentou uma tese intitulada The Space of the Spirit, centrada na relação entre o espaço arquitetónico e a necessidade espiritual. Trabalha como fotógrafo profissional na área da documentação de arquitetura, interiores e installation views. Paralelamente, desenvolve uma investigação fotográfica pessoal, explorando a relação entre o ser humano e o espaço, natural e antropizado, com particular atenção ao espaço doméstico.

Sara Folhas, natural de Coimbra e antiga residente da República de Pra Kys Tão, é licenciada em Som e Imagem pela ESAD.Cr e, atualmente, encontra-se a concluir o mestrado em Antropologia das Culturas Visuais na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade de Lisboa, onde desenvolve a sua investigação académica centrada nas práticas de resistência nas Repúblicas de Coimbra. Em 2024, inaugurou a exposição Nunca Tantos Deveram A Tão Poucos, no Convento de São Francisco, em Coimbra, que reúne parte da sua investigação antropológica e dos materiais audiovisuais recolhidos ao longo de sete anos nas Repúblicas. Através de práticas artísticas participativas ligadas à imagem e ao cinema, desenvolve projetos comunitários fortemente ligados ao território, evocando processos de resistência através dos lugares de memória. Participou em diversas exposições coletivas com o seu trabalho visual, utilizando o collage analógico como principal técnica.

Simone Tulumello é professor associado de investigação em Geografia Humana no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Presidente da Associação Portuguesa de Economia Política (2025-2027). Os seus interesses de investigação, na interseção entre a geografia humana, os estudos urbanos críticos, o planeamento e a economia política, centram-se nas dimensões multiescalares dos processos de urbanização, com particular interesse pelos contextos semiperiféricos do Norte e do Sul globais. Os seus livros mais recentes são Urban Violence: Security, Imaginary, Atmosphere (em coautoria com Andrea Pavoni; 2023, Lexington) e Habitação para além da “crise”: Políticas, conflito, direito (2024, Tigre de Papel).

Jorge Vaz, antigo residente da República dos Kágados, em Coimbra, é antropólogo social e desenvolve o seu trabalho na interseção entre a antropologia e os estudos da ciência e da tecnologia. A sua investigação explora a forma como as práticas tecnocientíficas se encontram enraizadas em valores éticos, quadros jurídicos e imaginários sociais. É também um dos principais membros do Núcleo de Antropologia Visual da Universidade de Coimbra.