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#IICSEMPRECONTIGO #76 | O TEATRO DE PIPPO DELBONO #04

Data:

29/06/am


#IICSEMPRECONTIGO #76 | O TEATRO DE PIPPO DELBONO #04

O TEATRO DE PIPPO DELBONO LEGENDADO EM PORTUGUÊS #04

O Instituto Italiano de Cultura de Lisboa, graças à colaboração com ERT - Emilia Romagna Teatro Fondazione, tem o prazer de apresentar em streaming 4 espetáculos de Pippo Delbono, na versão italiana completa legendada em português: Questo Buio Feroce (2006), Dopo la battaglia (2011), Orchidee (2013), Vangelo (2016).

Estes espetáculos relatam, ao longo de dez anos, o teatro de Pippo Delbono, através de uma mistura poética de imagens, escrita original, música e dança. Estas obras tiveram em tournée muito longas em todo o mundo, com grande sucesso de público e agora, excepcionalmente, será possível vê-las a partir de casa na sua versão completa, entre 6 e 30 de Junho, legendadas em vários idiomas, incluindo a língua portuguesa.

#04 O quarto espetáculo "Vangelo" (2016) está disponível no link https://vimeo.com/408083747  e será possível escolher a legendagem portuguesa clicando no ícone cc (closed captions) localizado à direita da barra de volume.

Vangelo um espetáculo de Pippo Delbono
com Gianluca Ballarè, Bobò, Margherita Clemente, Pippo Delbono, Ilaria Distante, Simone Goggiano, Mario Intruglio, Nelson Lariccia, Gianni Parenti, Alma Prica, Pepe Robledo, Grazia Spinella, Nina Violić, Safi Zakria, Mirta Zečević
com a participação no filme dos refugiados do Centro de acolhimento PIAM de Asti
imagens e filme Pippo Delbono
músicas originais digitais para orquestra e coro polifónico Enzo Avitabile
cenografia Claude Santerre
figurinos Antonella Cannarozzi
desenho luz Fabio Sajiz
direção técnica Fabio Sajiz - luzes, vídeo Orlando Bolognesi - som Pietro Tirella
produção Emilia Romagna Teatro Fondazione, Hrvatsko Narodno Kazalište-Zagabria
co-produção Théâtre Vidy-Lausanne, Maison de la Culture d'Amiens - Centre de Création et de Production, Théâtre de Liège
estreia: 12 de Janeiro de 2016 Theatre Vidy - Lausanne

Vangelo foi uma sugestão da mãe de Pippo Delbono. Poucos dias antes de morrer, perguntou-lhe por que razão não fazia ele um espetáculo sobre o Evangelho. "Assim passas uma mensagem de amor. Faz tanta falta nos dias que correm.” À mente do criador italiano vieram primeiro as recordações de infância, na paróquia, onde tantas vezes fizera de Menino Jesus. Depois foi a frase de um filme de Peter Greenaway que se impôs ("Não foi Deus que criou o Homem, mas sim o Homem que criou Deus”) e, em seguida, todas as coisas boas e más que daí advieram: o fanatismo e a fé, a mentira e a arte, a falsa moral e a poesia. As viagens que se sucederam trouxeram-lhe imagens, mas a iconografia religiosa deixou-se contaminar pelos instantâneos de um mundo em mudança e pelos rostos daqueles que, como refugiados, partilharam consigo as suas histórias. Marx e Pasolini intrometeram-se algures a meio do caminho. No final, das Escrituras restava sobretudo a necessidade de amor que a mãe evocara.

Pippo Delbono é um dos artistas mais apreciados e representados na Itália e no exterior. A companhia que leva o seu nome nasceu no início dos anos Oitenta e ainda está ativa com um núcleo estável de atores, com o auxílio de diferentes colaborações. Uma característica distintiva de suas obras é a participação de pessoas que vêm de situações sociais de marginalização, que se tornaram membros estáveis ​​do grupo de trabalho, dando vida a uma experiência cénica única.
O seu último espetáculo é La gioia; está prevista a estreia de uma nova criação para a próxima temporada, também produzida pelo Emilia Romagna Teatro Fondazione.

Entre os seus espetáculos de teatro: Barboni (1997) que ganhou o prémio UBU “por uma pesquisa levada a cabo entre arte e vida”, Il tempo degli assassini, La rabbia, Guerra, Esodo, Gente di plastica, Urlo, Il silenzio, Racconti di giugno, Questo buio feroce, La menzogna, Dopo la battaglia, Orchidee, Vangelo e La Gioia.
Em 2003 Delbono realiza o filme Guerra (Mostra de Cinema de Veneza e Melhor filme David di Donatello 2004); a seguir: Grido (2006), La paura (Festival de Locarno 2009), Amore carne (68° Mostra d’Arte Cinematografica di Venezia 2011), Blue Sofa, Sangue (66° Festival di Locarno), La Visite-Versaille (2016) e Vangelo (2017). Curou a encenação das seguintes óperas líricas: Studio per Obra Maestra (Lirico Sperimentale de Spoleto 2007), Don Giovanni di Mozart (Teatr Wielki de Poznan, Polónia 2014), Cavalleria rusticana e Madama Butterfly (San Carlo de Nápoles 2012 e 2014), Passione secondo Giovanni (Massimo de Palermo 2017) e I pagliacci (Teatro de Roma 2018).

Realiza concertos com grande músicos: Amore e carne com Alexander Balanescu, Il sangue sull’Edipo di Sofocle com Petra Magoni, Bestemmia d’amore com Enzo Avitabile e La notte.
Publicações em Itália Barboni – Il teatro di Pippo Delbono (Ubulibri, 1999), Racconti di giugno (Garzanti, 2008), Corpi senza menzogna (Barbès, 2009) e Dopo la battaglia - scritti poetico-politici (Barbès, 2011), Sangue. Dialogo tra un artista buddista e un ex terrorista tornato in libertà (Clichy, 2014) e L’uomo caduto sulla terra (Clichy, 2016), e foram publicados vários livros sobre sobre o seu teatro e cinema. Obteve o Premio della Critica para Guerra, Premi Olimpici para Gente di plastica e Urlo e em Wroclaw, Polónia (2009), o Prémio Europa.

Este projeto realizado por ERT - Emilia Romagna Teatro Fondazione teve a colaboração de: Istituto Italiano di Cultura di Lisbona, Istituto Italiano di Cultura di Rio de Janeiro, Istituto Italiano di Cultura di Parigi, Istituto Italiano di Cultura di Buenos Aires, Istituto Italiano di Cultura di Santiago e Istituto Italiano di Cultura di Varsavia.

FOTO @Luca Del Pia

Informações

Data: DE Seg. 29 Jun. 2020 a Dom. 5 Jul. 2020

Organizado por : Istituto Italiano di Cultura, Fondazione Emilia Romagna Teatro

Em colaboração com : Istituto Italiano di Cultura di Rio de Janeiro

Entrada : Livre


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